terça-feira, 8 de julho de 2014




10: Invenções que facilitam, e comparações que não prestam.

Domingo, Maio 29, 2005 

Por muito tempo, eu não soube o que queria fazer da vida. Não se tratava de não gostar de nada: eu gosto muito de muita coisa, e o meu problema era justamente esse. De qualquer jeito, a área de exatas sempre me agradou mais. E, hoje, sei o quero: vou ser engenheiro da computação. Na unicamp, na ufpe, no ita ou em qualquer lugar, isso não importa; vou ser engenheiro da computação, e pronto. Gosto de inovações, quero inventar coisas. Pra mim, feliz é quem inventa coisas. O orkut, por exemplo, não é laaá uma invenção que eu queria fazer, mas, apesar de ser mal utilizado, é verdade, serve pra muita coisa. Já pensou se alguém inventasse uma lista de comunidades das pessoas fora do orkut? Imagina só! Que melhor seria. Poderia ver, escrito bem na testa duma menina, que ela gosta de cinema, de escutar música - o que é bem diferente de ouvir qualquer merda no rádio-, de qualquer tipo de arte. Além disso, que ela não escreve "axim", nem acha que o mundo acaba quando o salto quebra. E, acima de tudo, gosta de meninos que meio que filosofam demais! Puta merda! Seria bem mais fácil. Meu espaço amostral de possibilidades seria bem mais restrito. A procura ia ser bem mais curta. Talvez, eu não precisasse nem andar atrás dum forró com desconhecidas. Melhor: talvez, eu não precisasse nem escrever num blog frustrado que eu não me contento com um forró com desconhecidas. Isso sim seria melhor. É.. ia ser bem massa. Mas... também seria muito fácil; e o que é fácil -já aprendi de vez(!)- não tem graça. E muito mais sem graça é pular todo o processo de procura e conhecimento da outra. Merda. Minha comparação não presta de novo. Deixa pra lá. Fazer o quê?

Enquanto isso, eu desenho - mas eles, os desenhos, também não prestam. 

Rodolpho de Siqueira

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