49: Faze o que tu queres
Terça-feira, Agosto 05, 2008
Muito do pouco que eu sei me fez achar que, sempre que dá, vem logo alguém pra meter a mão na tua liberdade e ganhar um pouco mais pra si. É pior do que dinheiro. Essas coisas foram me fazendo meio que em luta constante pra ser o mais livre possível e ter agonia a cada tentativa que eu veja de se fazer o contrário. Seja me livrando das porcarias que comprei ou tentando abdicar de certos vícios, o negócio sempre foi tentar ser livre. Poder ser comunista, liberal ou reacionário e dizer isso pra todo o mundo sem ter de tomar choque na língua, não sei por quê, me faz sentir bem. E quando penso em algo mais simples vejo que caminhar na praia à noite com o cabelo engrenhado faz também. Resisitir às propagandas do que eu não preciso, enxegar parcialidade na tevê e negar o refrigerante naquelas perguntas convincentes também é algo assim. Qualquer coisa que se faça por escolha própria é a maior forma de liberdade pra mim. Volto lá e digo que, ei, agora eu quero aquele refrigerante. Quero ser enganado pelo horário eleitoral gratuito e quero fazê-lo tomando Coca-Cola! Eu posso. Liberdade mermo é não se privar de desejos. Né mermo? Ou não é? Vai ver liberdade não é usar calças largas e procurar coisas simples. Vai ver é fazer todo o contrário. Talvez em ser livre fazendo força tenha menos liberdade que em ser preso, de calças justas, e gostar disso. E quem sabe o viciado e o controlado, o enganado e o iludido sejam escravos por escolha, mais felizes que eu e você juntos.
“Se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá
Faze o que tu queres
Pois é tudo
Da lei, da lei”
Rodolpho de Siqueira
Muito do pouco que eu sei me fez achar que, sempre que dá, vem logo alguém pra meter a mão na tua liberdade e ganhar um pouco mais pra si. É pior do que dinheiro. Essas coisas foram me fazendo meio que em luta constante pra ser o mais livre possível e ter agonia a cada tentativa que eu veja de se fazer o contrário. Seja me livrando das porcarias que comprei ou tentando abdicar de certos vícios, o negócio sempre foi tentar ser livre. Poder ser comunista, liberal ou reacionário e dizer isso pra todo o mundo sem ter de tomar choque na língua, não sei por quê, me faz sentir bem. E quando penso em algo mais simples vejo que caminhar na praia à noite com o cabelo engrenhado faz também. Resisitir às propagandas do que eu não preciso, enxegar parcialidade na tevê e negar o refrigerante naquelas perguntas convincentes também é algo assim. Qualquer coisa que se faça por escolha própria é a maior forma de liberdade pra mim. Volto lá e digo que, ei, agora eu quero aquele refrigerante. Quero ser enganado pelo horário eleitoral gratuito e quero fazê-lo tomando Coca-Cola! Eu posso. Liberdade mermo é não se privar de desejos. Né mermo? Ou não é? Vai ver liberdade não é usar calças largas e procurar coisas simples. Vai ver é fazer todo o contrário. Talvez em ser livre fazendo força tenha menos liberdade que em ser preso, de calças justas, e gostar disso. E quem sabe o viciado e o controlado, o enganado e o iludido sejam escravos por escolha, mais felizes que eu e você juntos.
“Se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá
Faze o que tu queres
Pois é tudo
Da lei, da lei”
Rodolpho de Siqueira
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