terça-feira, 8 de julho de 2014



18: Exagerados.

Sábado, Julho 30, 2005

Do jeito que as coisas andam, só o Vasco pra dar felicidade aos flamenguistas mermo. Sim, porque ver o bacalhau tomar de 7x2 realmente é mais importante - ou, no mínimo, mais prazeroso e engraçado - que qualquer vitória do Flamengo, considerando a situação em que ele tá. Num caso desses, número algum seria exagero. Podiam ser 8, 9, 10 gols e, ainda assim, não seriam demais. Quando penso em Vasco, de demasiado mermo só vejo uma coisa: Romário. Aliás, acho que eu e todo mundo já viu isso, já viu que ele já passou da hora. Todo mundo, menos ele. E falo isso porque ele não precisava dessa situação. Não precisava insistir em entrar em campo - já que jogar ele não joga mais mermo - e ser motivo de piada por aí. Além de não precisar, ele não merecia. Romário foi foda - pelo menos no futebol. Deu felicidade tão grande aos flamenguistas quanto àquela dos 7x2. Melhor: deu a todo mundo. Gostando de futebol ou não, num teve brasileiro que deixasse de comemorar em 94. E é por essas e outras que ele devia ver que tá pecando, tá pecando por excesso. Tá fazendo a merma merda que quase todos nós fazemos. Parece que ninguém sabe direito a hora de parar. Quantas vezes bebemos demais? Quantas vezes exageramos na comida? Quanto foram pegos porque repetiram os erros - desdos bandidos até aos que botaram gaia? Quantos filmes podiam ter sido melhores se não fossem tão longos? Quantas músicas acabam soando repetitivas de tão demoradas? Quantos filmes deixaram de ser lidos por muitos porque assustaram só pela quantidade de páginas? Quantos morreram de overdose? Quantos, além de exagerar na bebida, exageram na velocidade e acabaram se fudendo? É.. não tem jeito: a gente vive passando da conta - inclusive na quantidade de exemplos [ou perguntas?] pra falar do exagero e no horário em que se resolve escrever.

É foda: tudo que é demais faz mal - por mais que isso já tenha sido dito. Meu pai mermo dizia que a gente não pode exagerar em nada e que, se não for muito, nem veneno mata. Eu sei lá se isso é verdade - aliás, é lóogico que ele não sabe também -, mas soa meio que legalzinho e talvez sirva de alguma coisa. 

Rodolpho de Siqueira

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