terça-feira, 8 de julho de 2014


11: Amarelo

Segunda-feira, Maio 30, 2005

Agora há pouco, tava na academia. Entrei e, como sempre, vi lá uma das dezessete mulherezinhas loiras- aliás, to começando a achar que os fios dourados fazem parte do uniforme- que ficam dando sorriso pra todo mundo que chega. Passei da sorridente e -advinha(?)- ela sorriu pra mim! Mais uma vez, pela milésima vez. Aí, eu, do alto da minha dificuldade de mostrar os dentes à toa, me esforcei e acabei conseguindo: retribui o sorriso amarelo - igualzinho ao cabelo, que faz parte do uniforme.

Passado dela, vi mais coisas amarelas; na verdade, vi muitas. Quem, entre vocês, cerca de 2 leitores assíduos de e fiéis a este blog, nunca viu uma daquelas? É! Tinha meia multidão com aqueles negócios pendurados nos pulsos; e só não tinha uma multidão inteira porque a outra metade tava usando outros negócios - esses, p&b. Nunca vi tanto apego por um - ou dois, né(?)- pedaço(s) de borracha. Até agora, não entendi isso; mas tem gente que jura que entende: é por uma boa causa!

Realmente isso tudo seria muito bonito, se tivessem ajudando de verdade uma campanha qualquer, acabando com o preconceito. Acontece que, enquanto a galera entra na moda com látex colorido, o racismo ainda tá aí. Dentre esses adeptos das pulserinhas, quem é que liga se, como apareceu no fantástico, skinheads matam gente que faz parte de minorias? Um? Dois, pra empatar com os visitantes do meu blog? Sei lá. Só sei que a parada ainda tá por aí e, depois de tanto tempo, ainda se seguem as ideologias idiotas dum cara feito Hitler. Juro que não entendo como ainda pode ter gente assim. Se houvesse o capeta, essas porras seriam ajudantes diretos dele - ali, do ladinho do Bush. E, se deus existisse, falaria, inspirado por Los Hermanos: "Como é que um filho meu é tão diferente assim... de mim?".

Como?

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