terça-feira, 8 de julho de 2014




27: Post medíocre

Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

Se nessa vida tem um amigo nosso que é ainda maior que o Mala, esse é Murphy. Ô cara gente boa! Num esquece de alguém nunca. A gente até que tenta ser otimista e coisa e tal. Mas, pelo menos dezessete vezes por dia, esse cara vem e mostra sua consideração de bom amigo - marcando sempre presença(!) - e, claro, a autencidade da Lei das leis. Por mais que se tenho sorte às vezes, algo não muito agradável sempre acontece. Daí, a gente pode, como a Coca-Cola, ver a parte cheia do copo e achar que, se foi assim, é porque realmente deveria ter sido. Ou, então, fingir que não sabe que isso é uma bela duma desculpa pra fazer nos sentirmos melhores - e, assim, com um acordo entre ti e a mentira, viver feliz pra sempre. Mas, caso não se consiga fazer nada disso, num tem por que se preocupar. Apesar do pessimismo, no fim, o Bem prevalece e tudo dá certo: um dia, com certeza, tu achará a mulher (quase) perfeita pra ti - ainda que, com mais certeza ainda, ela vá morar em outra cidade dias depois. Tá vendo? Otimismo, rapá! Além de tudo, ainda vai aprender muita coisa, principalmente o que é saudade. Tá bom ou quer mais?



"Muito prazer
Eu sou você amanhã
Só não me apresentei antes
Por medo de te desmotivar

Eu sei que é triste
Mas não se deixe abalar
Terás dias bons
Cujo número eu posso contar

(...)

Não quero te iludir
Não quero te enganar
Não quero te iludir

Você está
Desperdiçando o que era pouco
Muito pouco, quase nada
E está para acabar
Acabar"


Móveis Coloniais de Acaju, e um pessimismo deliciosamente cômico.
 
Rodolpho de Siqueira

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