65: muda
Quarta-feira, Novembro 30, 2011
ultimamente as tais das clouds por aí tão fazendo a nova onda da internet. é iCloud daqui, cloud da amazon lá, e essa é uma idéia que eu acho interessante, vendo como um cara de computação. é uma das coisas que eu paro e penso às vezes no porquê de não ter pensado antes. com o aumento da velocidade de download, pra que ter algo instalado em um único hd, fixo em casa? é só ter um meio de baixar o conteúdo, que ele tá ali em qualquer lugar que seja, rapidamente na tua mão. ter que guardar menos coisas e não ter de se preocupar em carregá-las contigo pra poder usá-las é uma coisa que simplifica muito as coisas. não pensei nisso antes - nem vô falar disso agora.
não pensei nisso antes, não, mas só com relação à computação. parei pra pensar e vi que essa idéia num era assim tão nova, nem tão original. eu já me mudei muitas vezes nos últimos anos, e em uma delas eu reparei que tinha mais livros pra carregar do que roupas - e muito dos livros eram muito novos, sem usar, enquanto muitas das roupas eram muito velhas, usadas demais. um pouco antes dali, mas principalmente dali em diante, fui tentando me livrar do máximo de coisas que eu pudesse. pros livros eu arrumei um leitor digital, e pras músicas e filmes virei pirata de vez - nada de cedes. sô muito novo pra ficar carregando mil coisas, e então qualquer mudança passaria ser muito mais fácil. não virei nenhum pirata, que mora aí em qualquer lugar, mas ganhei certa mobilidade. e foi também por razões de mobilidade que sempre resolvi morar em apartamento mobiliado - e mobiliado pouco! até nisso faz muito tempo que prefiro muito menos: um lugar mais limpo, com menos coisas entulhadas e com menos móveis, pra mais mobilidade. qualquer coisa, se fosse mudar, era só levar as roupas, que os móveis já tavam lá em outro lugar. foi o jeito que eu dei, já que eu não posso guardar cuecas num servidor na internet - e não, eu não tentei.
acho que todo o mundo deveria se mudar de vez em quando - primeiro de casa, nem que fosse pra voltar na semana seguinte; depois de hábitos, só pra ver como é bom se livrar de algumas coisas e lembranças velhas e de pouca importância. acho que faz bem pra mim, e deve fazer bem pra quem ganha minhas coisas e roupas, e pra sustentabilidade - dos recursos e, no meu caso, da pirataria… só sei que talvez seja só coisa de fase, de idade, não sei. talvez mais pra lá do meio do caminho, uma casa com decoração antiga, cheia de coisas tipo a da minha avó, pode até ser que seja boa. deve ser pra guardar lembranças, reviver coisas e coisa e tal. mas por enquanto eu ainda tenho mais lembranças pra criar do que aquelas que eu já tenho pra lembrar. e é muito bom ter, sei lá, só uma mochila e umas poucas bugigangas pra poder pegar, sair e me mudar daqui pra lá. daí me mudo com a cabeça meio voando, mas vô andando, com chinelo no chão, contando um pouco com a sorte, pensando na vida e botando a vida na nuvem, que não é iCloud nem é a onda forte, mas tem sido o sucesso do meu verão.
Rodolpho de Siqueira
ultimamente as tais das clouds por aí tão fazendo a nova onda da internet. é iCloud daqui, cloud da amazon lá, e essa é uma idéia que eu acho interessante, vendo como um cara de computação. é uma das coisas que eu paro e penso às vezes no porquê de não ter pensado antes. com o aumento da velocidade de download, pra que ter algo instalado em um único hd, fixo em casa? é só ter um meio de baixar o conteúdo, que ele tá ali em qualquer lugar que seja, rapidamente na tua mão. ter que guardar menos coisas e não ter de se preocupar em carregá-las contigo pra poder usá-las é uma coisa que simplifica muito as coisas. não pensei nisso antes - nem vô falar disso agora.
não pensei nisso antes, não, mas só com relação à computação. parei pra pensar e vi que essa idéia num era assim tão nova, nem tão original. eu já me mudei muitas vezes nos últimos anos, e em uma delas eu reparei que tinha mais livros pra carregar do que roupas - e muito dos livros eram muito novos, sem usar, enquanto muitas das roupas eram muito velhas, usadas demais. um pouco antes dali, mas principalmente dali em diante, fui tentando me livrar do máximo de coisas que eu pudesse. pros livros eu arrumei um leitor digital, e pras músicas e filmes virei pirata de vez - nada de cedes. sô muito novo pra ficar carregando mil coisas, e então qualquer mudança passaria ser muito mais fácil. não virei nenhum pirata, que mora aí em qualquer lugar, mas ganhei certa mobilidade. e foi também por razões de mobilidade que sempre resolvi morar em apartamento mobiliado - e mobiliado pouco! até nisso faz muito tempo que prefiro muito menos: um lugar mais limpo, com menos coisas entulhadas e com menos móveis, pra mais mobilidade. qualquer coisa, se fosse mudar, era só levar as roupas, que os móveis já tavam lá em outro lugar. foi o jeito que eu dei, já que eu não posso guardar cuecas num servidor na internet - e não, eu não tentei.
acho que todo o mundo deveria se mudar de vez em quando - primeiro de casa, nem que fosse pra voltar na semana seguinte; depois de hábitos, só pra ver como é bom se livrar de algumas coisas e lembranças velhas e de pouca importância. acho que faz bem pra mim, e deve fazer bem pra quem ganha minhas coisas e roupas, e pra sustentabilidade - dos recursos e, no meu caso, da pirataria… só sei que talvez seja só coisa de fase, de idade, não sei. talvez mais pra lá do meio do caminho, uma casa com decoração antiga, cheia de coisas tipo a da minha avó, pode até ser que seja boa. deve ser pra guardar lembranças, reviver coisas e coisa e tal. mas por enquanto eu ainda tenho mais lembranças pra criar do que aquelas que eu já tenho pra lembrar. e é muito bom ter, sei lá, só uma mochila e umas poucas bugigangas pra poder pegar, sair e me mudar daqui pra lá. daí me mudo com a cabeça meio voando, mas vô andando, com chinelo no chão, contando um pouco com a sorte, pensando na vida e botando a vida na nuvem, que não é iCloud nem é a onda forte, mas tem sido o sucesso do meu verão.
Rodolpho de Siqueira
Nenhum comentário:
Postar um comentário