terça-feira, 8 de julho de 2014




12: Me desculpe...

Quinta-feira, Junho 02, 2005
 
Dia desses, saindo do colégio, vi como o tempo era realmente relativo. O mermo percurso pra casa, igualzinho ao de todos os dias, parecia muito mais longo sozinho. Conversando, rindo e tal, aquele caminho termina bem mais rápido. É escroto como o tempo depende de certas coisas. Ele parece passar de um jeito diferente, dependendo da situação, ou da pessoa. Tem gente que parece que tem um dia de 30 horas; outros, um de umas 15. Mas tem sempre uma coisa em comum: todo mundo diz que não tem tempo. Eu mermo, por várias vezes, deixei de fazer coisas e quis justificar dizendo que não tinha tempo. Não me orgulho disso, mas foi o que fiz - e talvez ainda faça. Agora, por exemplo, tô aqui e não conheci nenhuma interessante ainda. Mas falo pra mim mermo que não devo me preocupar; afinal, faz pouco que tô aqui e que, se eu não achei ainda, é porque não tava na hora. Tem gente que chama isso de ver o lado bom das coisas; a Coca-cola chama de ver a metade cheia do copo; eu, de dar desculpas. É impressionante como inventamos desculpa pra tudo. Se dizem que a gente não nasce sabendo, isso não vale pra arte de enganar a si próprio - ou, às vezes, os outros. Até porque, por outro lado, também dizem que toda regra tem sua exceção. Então, pronto: as desculpas são a exceção dessa. Na procura de justificar certos erros e coisa que não foram realizadas, inventam de tudo. Nesse mundo, tudo tem um "mas", uma desculpa. Só não inventaram mermo foi uma desculpa pra dar tanta desculpa. E é por isso que chamam de ver o lado bom das coisas, a metade cheia do copo e bla bla bla...

/Não tem mais desculpa: vo comprar um violão.
/Se dar desculpas é a arte de enganar a si próprio, escrever textos, muitas vezes, é a arte de tentar enganar os outros - principalmente os professores de redação.
/Hoje, é aniversário de Gilso, meu amigo pra caralho. Parabéns mermo ae véi! Aproveitem ae por mim. =P

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