Terça-feira, Outubro 18, 2005
Numa pelada dessas da vida, fodi feio minha mão: (quase)quebrei. Foi, felizmente, a esquerda; se fosse a direita, seria mais complicado. Não consigo imaginar minhas aulas sem uma mão direita pra girar a minh.. a caneta dos outros. Além disso, nesses tempos sem namorada, pra aliviar a tensão, é também com a direita que eu... faço desenhos melancólicos - também na aula, quando paro de girar a caneta, é claro. A única merda foi que, agora, não tá dando pra tocar violão. Daí, o fim-de-semana, que já tava meia-boca, ficou um pouco pior. Mas.. fa-z-o-quê? Não posso reclamar. A culpa deu ter caído foi minha mermo, assim como a culpa deu não ter ido dançar mais forró porque não tirei a carteira ainda. Então, 'aceito a condição'. Me fuder por minha causa já é comum e até bastante aceitável - aliás, já nem sei se sô mais esperto que o tal do marsupial. O que não seria tão aceitável é me fuder por causa dos outros; isso, sim, seria uma merda. Já pensou em ter, em vez de seu fim-de-semana, sua vida piorada por causa de alguém? Pior: ter sua própria vida tirada por alguém? É... isso que é foda de aceitar. Ficar à mercê das nossas próprias burrices já basta. E é por isso que eu num concordo nem um pouco com essa coisa de 'direito' a ter arma. Direito é uma porra. Direito existe quando não interfere na vida dos outros - e não é esse o caso. Mas, é claro, tem muita gente que discorda - e discordar, sim, é um direito inquestionável. Então, vote em que quiser. Eu voto 2.
Rodolpho de Siqueira
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