17: Bem-vinda ao clube.
Quinta-feira, Julho 28, 2005
Menino: Nossa, passei sete horas na fila pra tirar o título.
Tiazinha: Mas 'cê sabe em que vai votar no referendo pelo menos?
Menino: Sei sim: vou votar pra que o armamento seja ilegal.
Tiazinha: Ih, não sei, não. Não concordo com essa estória, não. Tem é que desarmar bandido, e bandido não tem porte de arma. Aliás, se arma for proibida, só quem vai ter arma são eles, e a gente não pode nem se proteger.
Menino: Mas a intenção disso nunca foi desarmar bandido. Pra acabar com o crime, precisa de muito mais.
Tiazinha: Mas o Estado não protege a gente, então a gente tem que fazê-lo.
Menino: Num sei. Eu não acho que as coisas se resolvam desse jeito, não. Enquanto a gente acha que tá se protegendo em casa, o Manel também acha que tem direito de dar um tiro no Joãozinho, lá do buteco das partidas de sinuca.
Tiazinha: Nessa idade, a gente sonha com muita coisa, gosta muito de utopias.
Menino: Sei lá. Acho que não seja esse o caso.
Tiazinha: É sim. As coisas nem sempre são do jeito que a gente quer.
Menino: Justamente: elas não tão do jeito que quero. Eu quero é o desarmamento.
Tiazinha: Pois eu acho é que tem que continuar assim. Acho que a gente tem que ter como se defender.
Menino: E a senhora acha que tá todo mundo preparado pra fazer sua autodefesa?
Tiazinha: Depende. Eu acho que todo mundo tem que saber usar arma e usá-la com responsabilidade.
Menino: É?
Tiazinha: Acho sim.
Menino: Ah, então acho que não sou o único que anda sonhando. E olha que a senhora nem tem mais a desculpa da idade.
Tiazinha: Mas 'cê sabe em que vai votar no referendo pelo menos?
Menino: Sei sim: vou votar pra que o armamento seja ilegal.
Tiazinha: Ih, não sei, não. Não concordo com essa estória, não. Tem é que desarmar bandido, e bandido não tem porte de arma. Aliás, se arma for proibida, só quem vai ter arma são eles, e a gente não pode nem se proteger.
Menino: Mas a intenção disso nunca foi desarmar bandido. Pra acabar com o crime, precisa de muito mais.
Tiazinha: Mas o Estado não protege a gente, então a gente tem que fazê-lo.
Menino: Num sei. Eu não acho que as coisas se resolvam desse jeito, não. Enquanto a gente acha que tá se protegendo em casa, o Manel também acha que tem direito de dar um tiro no Joãozinho, lá do buteco das partidas de sinuca.
Tiazinha: Nessa idade, a gente sonha com muita coisa, gosta muito de utopias.
Menino: Sei lá. Acho que não seja esse o caso.
Tiazinha: É sim. As coisas nem sempre são do jeito que a gente quer.
Menino: Justamente: elas não tão do jeito que quero. Eu quero é o desarmamento.
Tiazinha: Pois eu acho é que tem que continuar assim. Acho que a gente tem que ter como se defender.
Menino: E a senhora acha que tá todo mundo preparado pra fazer sua autodefesa?
Tiazinha: Depende. Eu acho que todo mundo tem que saber usar arma e usá-la com responsabilidade.
Menino: É?
Tiazinha: Acho sim.
Menino: Ah, então acho que não sou o único que anda sonhando. E olha que a senhora nem tem mais a desculpa da idade.
Rodolpho de Siqueira
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